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Imprescritibilidade em Casos de Trabalho Forçado: TRT diz que prescrição é "punir a vitima de novo"

  • Foto do escritor: Umberto Cunha
    Umberto Cunha
  • 28 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

A questão do trabalho forçado no Brasil é um tema que, infelizmente, ainda se faz presente em algumas situações. Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) trouxe à tona uma decisão de grande relevância para o empresariado brasileiro. Neste artigo, abordaremos os principais pontos dessa decisão e o que ela significa para o mundo dos negócios.


CONTEXTUALIZAÇÃO DO CASO

Em junho de 2020, uma operação conjunta envolvendo o Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) e outros órgãos resgatou uma idosa que trabalhava em condições análogas à escravidão desde 1998. A denúncia apontava diversas violações, incluindo agressão, maus tratos e exploração do trabalho.


O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT 2) havia decidido aplicar a prescrição quinquenal ao caso, limitando a busca por direitos trabalhistas a apenas cinco anos anteriores ao pedido feito na Justiça do Trabalho.


A DECISÃO DE TST

Contrariando a decisão do TRT 2, o TST, com base em recurso do MPT, decidiu que é imprescritível a busca de reparação por casos de trabalho escravo que tramitam na Justiça do Trabalho. A ministra relatora Liana Chaib destacou que aplicar prazos prescricionais a vítimas de trabalho escravo seria como "punir a vítima novamente", reforçando a gravidade da violação de um direito fundamental.


IMPLICAÇÕES


  1. Reforço na Legalidade: A decisão do TST reforça a necessidade de as empresas operarem estritamente dentro da legalidade, respeitando todos os direitos dos trabalhadores.

  2. Consequências Jurídicas: A imprescritibilidade significa que, independentemente do tempo que tenha passado, vítimas de trabalho escravo ou órgãos competentes podem buscar reparação judicial. Isso reforça a necessidade de práticas empresariais éticas e transparentes.

  3. Reparação Financeira: No caso em questão, os empregadores foram condenados a pagar indenizações significativas por danos morais coletivos e individuais.

  4. Visão Ampliada: A Procuradoria-Geral da República (PGR) também busca, em outra ação, que o crime de redução a condição análoga à escravidão seja considerado imprescritível, ampliando ainda mais o escopo de responsabilização.


ALERTA


A decisão do TST é um marco no combate ao trabalho escravo no Brasil e serve como um alerta para o empresariado sobre a importância de manter práticas trabalhistas éticas e justas. A integridade e o respeito aos direitos dos trabalhadores não são apenas obrigações legais, mas também pilares para empresas que buscam sustentabilidade e reconhecimento no mercado.

 
 
 

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